quinta-feira, 6 de agosto de 2009

13a Edição Malbec Wine Club


Esta edição Promete. Teremos o duelo entre o Malbec Francês Château La Poujade 2004 e o Argentio Kaiken Malbec 2007. Esperamos os confrades no Gokan da Praça Japão, terça-feira 11/08, a partir das 20:00 horas.

Entre tapas, tango e vinhos

Dia 06 de julho foi uma noite especial. 1 ano de Malbec Wine Club, tapas, tango e ótimos vinhos embalaram a nossa celebração no Gokan Sushi Lounge.

Estávamos em mais ou menos 20 pessoas, entre confrades e convidados. Iniciamos os trabalhos abrindo o primeiro vinho da noite: Monte Cinco Malbec, 89 pontos dados por Robert Parker. Em seguida foi a vez de mais um excelente vinho, Susana Balbo Signature Malbec. A essas alturas do campeonato, o chef paulinho começou a servir deliciosas tapas. Dá uma olhada nas nas "crianças" aí abaixo.


E a noite estava apenas começando. Começamos a degustar o terceiro vinho, o Ben Marco Malbec e fomos tomados pela enebriante voz de Shana Müller, que cantou belíssimos tangos acompanhada de acordeon e violão. Na sequência degustamos ainda o excelente Los Haroldos Malbec, uma excelente dica de relação custo-benefício.



A noite teve também seu momento solene. Para marcar a data, foi fixada uma placa comemorativa de um ano da confraria, inaugurada por nosso presidente Fernando Curi. Vida Longa ao Malbec Wine Club.

sábado, 1 de agosto de 2009

Um pouco da história da Casta Malbec


Originária de Bordeaux, na França, a uva exerce papel secundário nos cortes dos vinhos da região, que têm na Cabernet Sauvignon e na Merlot as grandes estrelas. Sua função na mescla dos vinhos bordaleses - a de amaciar e aveludar o conjunto - foi assumida pela Merlot, não tão suscetível a doenças e com safras mais regulares. Cahors, mais ao sudoeste, é a única denominação francesa que dá primazia à Malbec. Aí, participa com até 70% nos cortes, sem proporcionar, contudo, nada de importante.

As primeiras mudas da Malbec chegaram à província argentina de Mendoza em 1850, pelas mãos do agrônomo Aimé Pouget, contratado para introduzir as cepas européias clássicas na região. E foi amor à primeira vista. Num piscar de olhos, a francesa traçou o tango e dominou a gíria portenha. Ganhou visto permanente de residência, logo se convertendo na principal porta-estandarte da vinicultura platina.

Na verdade, a Malbec encontrou, na altitude da região, clima e solo muito favoráveis. Dias quentes e ensolarados permitem alto grau de açúcar na fruta, enquanto as noites frias exaltam a acidez. E, na cordilheira, ela tem o seu ciclo expandido por duas semanas, com pleno amadurecimento e maior concentração de componentes.

Adaptou-se melhor em Luján de Cuyo (foto abaixo). Proporciona, aí, vinhos de notável qualidade, com personalidade única. Nas zonas mais altas se distingue pelos aromas profundos e paladar poderoso, e, nas mais baixas, por cor e corpo um pouco mais ligeiros.

Fonte: Luiz Carlos Zanoni – Coluna Carta de Vinhos