sábado, 1 de agosto de 2009

Um pouco da história da Casta Malbec


Originária de Bordeaux, na França, a uva exerce papel secundário nos cortes dos vinhos da região, que têm na Cabernet Sauvignon e na Merlot as grandes estrelas. Sua função na mescla dos vinhos bordaleses - a de amaciar e aveludar o conjunto - foi assumida pela Merlot, não tão suscetível a doenças e com safras mais regulares. Cahors, mais ao sudoeste, é a única denominação francesa que dá primazia à Malbec. Aí, participa com até 70% nos cortes, sem proporcionar, contudo, nada de importante.

As primeiras mudas da Malbec chegaram à província argentina de Mendoza em 1850, pelas mãos do agrônomo Aimé Pouget, contratado para introduzir as cepas européias clássicas na região. E foi amor à primeira vista. Num piscar de olhos, a francesa traçou o tango e dominou a gíria portenha. Ganhou visto permanente de residência, logo se convertendo na principal porta-estandarte da vinicultura platina.

Na verdade, a Malbec encontrou, na altitude da região, clima e solo muito favoráveis. Dias quentes e ensolarados permitem alto grau de açúcar na fruta, enquanto as noites frias exaltam a acidez. E, na cordilheira, ela tem o seu ciclo expandido por duas semanas, com pleno amadurecimento e maior concentração de componentes.

Adaptou-se melhor em Luján de Cuyo (foto abaixo). Proporciona, aí, vinhos de notável qualidade, com personalidade única. Nas zonas mais altas se distingue pelos aromas profundos e paladar poderoso, e, nas mais baixas, por cor e corpo um pouco mais ligeiros.

Fonte: Luiz Carlos Zanoni – Coluna Carta de Vinhos

Um comentário:

  1. UM DOS MELHORES VINHOS Q JA TOMEI!!SEU SABOR É INCONTESTAVEL E DIFICIL DE ESQUECER.

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